Heloisa Moura
A noite chegou devagar, com o céu tingido de um azul profundo e salpicado de estrelas. A estufa estava silenciosa agora, só o farfalhar das folhas e o som distante dos grilos preenchiam o espaço entre nós. Vittorio e eu estávamos sentados no chão, encostados à parede de vidro, uma taça de vinho entre as mãos, os pés descalços tocando o chão frio de pedra.
Por um instante, o silêncio se tornou espesso. Aquele tipo de silêncio que não incomoda, mas que carrega peso. O peso doce e ag