Ver com as mãos

Assim que chegaram, Antônio foi direto para o andar que estava dividindo com Ive. Se lembrava do botão, mas terminou parado no meio do corredor.

Ivan se aproximou achando que o genro estava perdido. Seria o normal, tinham mudado de quarto há pouco tempo.

— Eu te ajudo.

— Não.

— Não quer falar com a Maçãzinha?

O rapaz queria tanto que nem sabia dizer com palavras. Amava tudo naquela menina pequena e que para ele era duplamente um anjo, primeiro porque sabia que aparecia nos seus sonhos.

Segundo porque ela continuava o salvando... sempre e sempre.

— Ive está com raiva do Antônio? Eu machuquei o anjo, mas foi sem querer, não sou mau, né?

O senhor respondeu tentando controlar o aperto no peito.

— Não, você não é mau. Minha filha quer te ver e vocês vão se casar, lembra?

Antônio coçou a cabeça, achava estranho que Ivan aceitasse que a filha se casasse com alguém marcado pela morte.

No acampamento cigano ninguém queria nem conversar com ele. Por que o pai de Ive queria que eles se casassem?
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