Assim que Ivan terminou o curativo improvisado com um pedaço da própria camisa. Ele continuou a busca, entrou em outros barracos, até que enfim.
Entrou em um que o fez parar.
Antônio estava sentado embaixo de uma espécie de mesa.
O móvel era tão pequeno que estava com os pés fora do chão. O tampo apoiado na cabeça do rapaz e os ombros largos de Antônio ficaram para fora.
Não era um esconderijo, mas doeu em Ivan saber que o seu menino estava fugindo dele.
Se sentou de frente para o rapaz que, apesar do tamanho, ainda era tão gentil quanto Ivan se lembrava.
Falou com a voz calma, tentava não assustar o afilhado.
— Era aqui você morava, Antônio?
O namorado de Ive tinha sentido a presença de Ivan desde o momento em que o senhor puxou a cortina de miçangas.
Mayana não faria daquela forma, Ive era menor, o ruído do corpo passando seria mais baixo.
Sabia que era o sogro... O peso dos passos, a respiração, o cheiro de perfume amadeirado com café.
Só tinha torcido para que Ivan não o visse emb