Não parecia errado, era bom demais para ser proibido e Antônio obedeceu.
Deslizou a mão com cuidado.
Cada curva era uma descoberta estranha de si mesmo. Os ombros dela eram delicados, o pescoço liso e úmido, terminava em um contorno que o confundia.
Era firme e macio ao mesmo tempo.
Parou como se algo lhe dissesse que aquele era o limite do permitido.
A respiração dela parou junto, torcendo para que ele continuasse.
Diferente de Antônio, ela conhecia o próprio corpo, sabia que seria perfeito sentir a mão dele.
A água misturava o calor dos dois, e o som do chuveiro disfarçava os sons que ela entregava a cada toque.
Tentou fazê-lo continuar
— Era assim que você imaginava.
— Não…
Antônio negou, mas alguma coisa dentro dele gritava que sim. Que “ver” o seu anjo com as mãos era muito melhor do que quando a via em seus sonhos.
A pele dela tinha partes mais quentes do que outras.
Entrelaçou os dedos aos dela e apoiou a testa no alto da cabeça de Ive.
Até esse movimento o obrigava a se curvar