Muralha olhou para a nora e em seguida para o filho, o rapaz não parecia disposto a atender, mas mudou de ideia.
— Atende, filhão, é ela.
Ive estava com o nariz vermelho, o rosto molhado e nada nela se parecia com a princesinha Bianchi.
Lucca atendeu o telefone logo depois de pedir ao pai.
— Olha para ela enquanto a gente conversa, pai?
O rapaz atendeu sorrindo.
— Oi, Coradinha. Estava com tanta saudade, eu...
Lucca não pretendia contar que estava ali, mas pretendia pedir um novo encontro como o que tinham feito, ficaria de longe com o pai e pediria para que Muralha descrevesse os sorrisos de Ive.
O plano foi por água abaixo quando ouviu a voz do outro lado da linha.
— Lucca, você ficou no telefone quanto tempo depois que eu dormi?
Ela estava chorando e aquele som doía bem mais do que a dor nos enxertos, a febre não cedia apesar dos remédios, mas o que realmente o estava matando era a voz dela.
— Eu fiquei, o que aconteceu, você está machucada?
— O Rabisco sumiu. A porta es