Muralha parou a van em um beco estreito entre dois galpões.
O cheiro de lixo e gordura rançosa invadiu o nariz de Patrícia, mas ela não teve coragem nem sequer para reclamar.
Pedro tinha sido desmaiado assim que entraram no carro, não por uma coronhada, nem por algum tipo de gás.
Tinham se sentado confortavelmente dentro do carro e então o senhor com roupas de mecânico fechou a porta com um sorriso.
— Desejo boa viagem.
Patrícia estava prestes a reclamar do carro quando Muralha se sentou no banco do motorista ligou uma música alta e antes que o casal pudesse pensar qualquer coisa...
O pai de Lucca passou entre os bancos com uma agilidade que parecia impossível para alguém com aquele tamanho e idade.
Não tiveram tempo, o rosto de Pedro ficou irreconhecível com apenas um golpe.
Muralha o segurou pelos cabelos e bateu contra a lataria blindada da van.
Pedro ainda não tinha acordado, o nariz tinha praticamente desaparecido, afundado dentro do rosto do rapaz de uma forma grotesca.