A voz era de um estranho, mas o peso daquilo atingiu Lucca como se estivesse em alto mar em meio a uma tempestade.
Tentou explicar, a sua maneira ele queria defender Ive.
— É mentira! Pai, é mentira! Não pode ser! Ive me ama! Eu ouvi a respiração dela! Ela ia dormir ouvindo minha voz! É mentira, é tudo mentira!
Muralha olhou para o celular e respondeu com a voz mais baixa do que de costume.
— Filhão, você tem certeza? Você não vai perder a cirurgia por causa disso.
— Eu não me importo! Eu não me importo, pai! Se for verdade, eu o meu anjo. Se for mentira, ela precisa de mim. Pai, eu sei que é mentira.
Muralha só se voltou outra vez para a estrada.
A viagem seria longa e Lucca estava suando mais do que antes, o senhor já estava se perguntando se tinha tomado a decisão mais correta.
Lara sabia o que fazer se acontecesse alguma coisa com Lucca, já ele nunca soube nada a além de matar, fazer chá e macarrão.
Seus dons podiam ser contados nos dedos de uma mão.
Ainda assim, impediu