Ive estava preocupada com o simulado.
Cumprimentou os amigos e entrou direto. Queria falar com o professor, explicar o motivo de ter faltado.
Patrícia a seguiu batendo os pés.
— Dá para esperar, Ive?!
Entraram com Patrícia reclamando de tudo, mas Matheus escolheu falar com Antônio.
O alvo dele não era a medicina, o pai ajudaria se fosse necessário.
Conquistar Ive sim! Era um investimento com retorno garantido.
Atravessou a rua e bateu no vidro.
O rapaz se assustou dentro do carro, se encolheu.
Não reconheceu a voz.
Estava diferente. Mais calma.
— Oi, cara. Desce aí vamos trocar uma ideia.
Antônio abriu a porta, colocou a perna boa para fora e se levantou.
Matheus quase se arrependeu.
O rapaz que ele costumava chamar de “Mendigo das travessas do inferno” era realmente assustador.
E para piorar.
Antônio estava se habituando ao carro que Ive tinha alugado.
O Duster possuía um bagageiro na parte superior que ajudava a se apoiar melhor do que as muletas.
O amigo de Ive gaguejou.
Com roupas