Antônio acordou várias vezes durante a noite, a perna doída, mas pensou que tinha sido uma boa escolha.
Gostava de poder tocar em Ive. O rosto era pequeno.
Tudo nela era menor do que ele espera.
Não comeu o pão na pedra que a mãe fez, queria sair.
— Tchavo, você não está com fome?
Ele amava aquele pão que Mayana fazia.
A massa ficava fininha e cheia de pedacinhos bons de morder.
Tomate, cebola e outras coisas que ele não sabia o nome, mas gostava.
— Conseguir moedas, Deja.
— Não pode trabalhar assim, está mentindo para mim?
— Vou pedir.
— Não precisa, hoje você fica em casa.
Antônio sentiu o coração disparar no peito. Ele queria Ive, mas não podia falar, nem sair...
O tempo se arrastou.
Estava atrasado de novo.
A menina pequena ficaria brava com ele.
Quando Mayana saiu para fazer uma leitura de cartas ele “fugiu”.
Esperou o som dos passos da mãe se perderem. Então se levantou devagar.
Sabia que o tempo não seria suficiente, a mãe voltaria antes dele, mas a cigana nunca brigava.
Ela er