Lucca mordeu o lábio, lembrou da namorada pedindo para que ele não a mandasse embora.
Mas a ideia de ser tão pouco para ela era como dar uma gota de água para alguém que havia acabado de atravessar o deserto.
Preferia que ela ficasse com Matheus, o colega apaixonado, ou com qualquer outro de quem ela não precisasse sentir vergonha e muito menos implorar para ser amada.
Falou com os pais ainda de cabeça baixa. O corpo parecia mais pesado do que antes.
— Prometem que ninguém vai contar nada?
— Contar o quê?
— Que eu vou para Londres. Ela vai ficar brava se eu for sem ela. E se eu contar, ela vai chorar. Não quero que Ive chore. Prometam, por favor.
Lara apertou a mão do marido, e o senhor suspirou resignado. Sabia que mentir para Ive era um erro estratégico, mas entendia a motivação do filho.
— A gente não fala. Vamos sair agora e dizer que você foi comprar mais flores para ela, tá bom?
— Flores amarelas.
Lucca insistiu, tentando compensar a mentira com um detalhe doce.
— Flores ama