A porta do centro cirúrgico abriu devagar e Ive simplesmente esqueceu o que o sogro estava falando.
O som metálico das rodinhas parecia tão mais importante do que a acusação de Muralha que a menina só se levantou e correu para perto da porta.
O coração bateu tão forte que em um instinto infantil ela colocou as mãos no próprio peito.
O anestesista saiu primeiro.
— A cirurgia correu bem. Ele está acordado, mas grogue. Ainda não vai entender muita coisa.
Ive deu mais um passo e então veio a maca.
Lucca estava deitado, os pés para fora os braços apertados na grade de proteção, o lençol puxado até o peito, o rosto meio virado como se procurasse alguma coisa.
O tampão branco cobrindo os olhos, mas para ela era como se visse a vida voltando a ter sentido.
Não se importava com nada além daquela resposta.
Ele estava bem!
— Lucca…
O rapaz mexeu a mão, confuso, procurando um toque conhecido.
— Ive…?
A voz estranha de um jeito que ela imaginou que seria assim que ficaria se ele um dia tives