Sara se desculpou pelo marido.
Ivan estava culpando o rapaz pelo que quase aconteceu a filha, havia feito a viagem inteira em silêncio.
Ele tinha cedido à vontade de Ive por liberdade e nunca se arrependeu tanto quanto se arrependeu quando ouviu o que a esposa contou.
— Antônio, não leve a sério o que o meu marido falou. Ele está em pânico. A Ive é a vida dele.
Ive tinha dois irmãos mais velhos, mas concordava com a mãe.
Ivan entregaria a própria vida por ela sem nem precisar pensar. Aquela tinha sido a primeira vez que ele gritou com ela.
E isso doía também.
Mas o pai não era a prioridade de Ive naquele momento. Passou o rosto na mão de Antônio.
Com ele em pé era só o que conseguia. E já era perfeito.
— Senta, o médico pediu para você descansar.
O rapaz obedeceu como se fosse algum tipo de fera domesticada. Ive não precisava de força para fazê-lo agir ou reagir.
A mãe de Ive observou cada gesto dos dois com o coração quentinho e ao mesmo tempo angustiado.
A aparência de Antônio os fa