O pai de Ive pagou pela bebida e se levantou em silêncio, guardou o celular no bolso depois de dar uma última olhada no vídeo preferido dele.
No celular a imagem era da garotinha dormindo e Lucca, o amiguinho dela a cercava com os ursinhos. Falando em uma linguagem infantil.
— Dome nenê.
O garotinho que havia crescido na casa de Ivan já não estava entre eles.
A vida na máfia carregava castigos que uma alma comum não era capaz de entender.
Olhou para a esposa e lamentou.
— Se fosse ao contrário, ele não esqueceria dela.
Sara soltou o ar.
Discordava do marido. Acreditava que deveriam estar felizes por Ive ter conseguido seguir em frente depois do trauma.
Escolheu não falar sobre o assunto.
— Não vai beber?
— Eu não bebo!
Bebia, mas só com um dos amigos. Um homem a quem devia a própria vida e que o ajudou a sair do alcoolismo.
Também respirou fundo e perguntou.
— O que aquilo precisa? Vamos pagar o que devemos e depois levo a minha maçãzinha embora. Chega dessa história de faculdade.
Sar