Ive foi a primeira a reclamar. Assim que sentiu a pressão diminuir e o beijo se perder para a voz de Ivan, a menina gritou.
— PAI! Sai do meu quarto. Que mania de entrar sem bater.
— Ah é? Agora preciso pedir licença para entrar no seu quarto, mocinha? E isso começou quando, posso saber?
Ela tentou empurrar o pai para fora do quarto.
— Quando eu fiquei adulta. Essa é a regra dos adultos e se continuar sendo chato desse jeito eu te coloco em um asilo!
Ivan foi dando passos para trás fingindo que a filha realmente tinha força para colocá-lo para fora.
Mas quando Ive olhou para a cama e viu a cesta cheia de doces, a menina deu as costas para o pai e correu de volta para Antônio.
— Obrigada! É linda!
Ela o guiou de volta para a cama, sabia que o rapaz não precisava, mas por alguma razão ela gostava de fazer isso por ele.
Antônio reconheceu pelo barulho do celofane que a empolgação de Ive era por causa dos doces. Falou vitorioso.
— Eu sabia que gostava de coisas de plástico. Antônio sabe t