— A gente cuida um do outro, Ive. Prometo.
Desceram de mãos dadas.
Ive vestindo uma camiseta do namorado e o próprio shorts por baixo. A calcinha estava molhada e nem era por ter sido lavada.
Lara e Muralha estavam à mesa, bebendo café enquanto o pai de Lucca acariciava os dedos da esposa com uma devoção quase doentia.
— Filhote de pervertido! Como você está?
— Bem. Ive me acalmou.
Lara soltou uma gargalhada e beijou o rosto da nora.
— Imagino.
Lucca se sentou para comer, assim que percebeu que Muralha estava ali, o rapaz achou que havia encontrado a solução para o que precisava.
Muralha tentava parecer ocupado com a torrada, não conseguia olhar para Ive, não depois do que tinha visto quando chegou.
— Pai. Preciso falar com você.
Muralha engoliu o pedaço de bolo como quem engole uma pedra.
— Diga, filhão.
— Não. Eu preciso... é, preciso longe.
Lara e Ive se olharam tentando encontrar uma na outra a resposta para aquilo.
Não encontraram.
Muralha se levantou como um boi a caminho