Choque! Essa seria a palavra que Ive escolheria para descrever o que sentiu no peito.
A forma como Lara falava do filho... O carinho disfarçado em sarcasmo, a linguagem de amor que poucas pessoas entendem.
Mas que foi tão sentida por Lucca, que mesmo... “Antônio” ainda era capaz de lembrar.
Tentou responder sem realmente dar as respostas.
— É um apelido, um jeito de chamar especial, sabe? Igual o meu pai me chama de Maçãzinha.
O rapaz pensou por alguns instantes e se satisfez com a resposta, mesmo que o que ele mais gostasse ainda não estivesse naquela explicação.
Não era um beijo... tentou sentir e repetiu quase que no automático o que tinha em sua mente.
— Boa noite, filhote de lenhador.
Ive se levantou, apoiou o corpo sobre o do namorado, olhava para ele cheia de esperança. E então o rapaz explicou.
— Faz cosquinhas no rosto de Antônio quando eu penso isso.
Mais uma lágrima caiu do rosto de Ive e ela beijou o peito de Antônio garantindo que tudo ficaria bem.
— Você vai ganhar muit