Deja e o escuro

Antônio sorriu ao se lembrar da mãe. Mayana era a pessoa mais carinhosa que ele achava conhecer.

— A deja cuida de Antônio, à noite ela corre para fazer a sopa. Ensina o barulho das coisas, diz o nome e faz carinho até eu dormir.

Ive se lembrou da mãe biológica de Lucca.

Lara não faria nada daquilo, não sabia cozinhar, nem era o tipo de mãe que estava sempre demonstrando amor.

Apesar disso.

Amava com uma intensidade assustadora. Ive assistiu a médica morrer no dia em que Lucca foi levado.

O corpo permaneceu, forte e funcional, mas até mesmo o que antes a encantava na profissão foi abandonado... e a médica que antes preferia gestantes e crianças, agora só atendia adultos.

Não conseguia mais olhar para o sonho de ser mãe sem se lembrar da dor de perder o filho.

Ela sobreviveu, mas estava morta por dentro.

Às vezes comia alguma coisa, outras esquecia... Trabalhava, cumprimentava pessoas, continuou, mas quem conhecia Lara antes do dia do atentado, com certeza via, que já não existia nada
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