Beijos que diziam... Eu te amo.
Embaixo das mãos de Ive os lençóis ficaram amassados, entranhados nos dedos travados.
Amava sentir a forma como Antônio a beijava.
Eram beijos... não estava mentindo para ele. Antônio parecia não saber beijar só com os lábios.
Tinha uma curiosidade que a deixava desesperada por mais, que misturava dor, devoção, carinho... calor.
Ele não sabia o que estava fazendo, mas parecia um mestre ensinando como desfrutar um banquete.
No rosto os toques eram leves, como se reconhecesse o sabor suave.
Desceu para o pescoço e ali Antônio parecia exigir mais dela. Cada sucção era um eu te amo.
A pele era mais fina e o cheiro dela mais intenso.
Demorou...
Respirava ela enquanto beijava com a língua, os dentes, a boca.
Ive tentava não se mover, queria esconder o que sentia, mas o corpo estava pegando fogo.
Tentou...
— Deixa eu te beijar também. É só beijo, tira a camiseta, Antônio, por favor! Quero...
Ele não respondeu, colocou a mão grande na boca dela.
Foi a primeira vez que ela o sentiu de volta, L