O vapor quente do chuveiro preenchia o banheiro de mármore carrara, criando uma névoa espessa que embaçava os espelhos e as superfícies douradas da mansão em Paris. Mariana estava parada sob a água, mas não sentia o calor. O sangue de Beatrice, já seco e escuro em sua pele e roupas, recusava-se a abandonar as fissuras de sua alma. Ela esfregava os braços com uma força quase masoquista, a pele tornando-se rubra, mas o peso daquela tarde no jardim da Toscana parecia ter se tornado parte de sua pr