O voo de volta ao Rio de Janeiro era um exercício de silêncio e poder. Dentro da cabine pressurizada do jato executivo, o mundo parecia suspenso entre o azul profundo do céu e o metal frio da fuselagem. Mariana estava sentada na poltrona de couro legítimo, observando Bela. A mulher que outrora fora sua mentora agora vestia uma seda cinza que parecia pesada demais para seus ombros magros. As marcas dos eletrodos em sua testa começavam a desvanecer, mas a marca da derrota nos olhos era permanente