A noite no Porto do Rio de Janeiro não era escura; era metálica. As luzes de sódio dos pátios de containers criavam uma névoa alaranjada que lutava contra o sereno pesado da madrugada. O Terminal 3, o mais moderno e automatizado do complexo, erguia-se como um monumento à eficiência e ao pecado. No topo do guindaste principal, uma estrutura de mil toneladas, a sombra de um homem movia-se com a precisão de um fantasma.
Lá embaixo, Mariana desceu do SUV blindado. Ela usava um vestido de seda preto