O quarto de serviço na mansão Cavalcanti parecia ter encolhido desde a última vez que Mariana o habitara. As paredes brancas, despidas de qualquer decoração, devolviam a ela o reflexo de sua própria derrota disfarçada de estratégia. Ela estava de volta ao epicentro do luxo, mas na condição de fantasma. Helena fora cirúrgica: ao reintegrá-la como babá, retirara dela a dignidade e a voz. Mariana agora era a "pobre moça perdoada", uma narrativa que a mantinha sob o tacão da patroa e longe dos lenç