O escritório particular de Helena Cavalcanti na mansão dos Jardins não era apenas um cômodo; era um santuário de ordem, poder e segredos enterrados sob camadas de seda e jacarandá. O ar ali era rarefeito, impregnado com um perfume caro de lavanda e o cheiro metálico de decisões que destruíam vidas. Helena estava sentada atrás de sua escrivaninha de antiquário, os olhos fixos em uma planilha de investimentos, a postura tão impecável que parecia esculpida em mármore. Quando a porta se abriu e Mar