Meu nome é Luana Conti e tenho 30 anos.
Eu não sei quem são meus pais. Fui deixada no orfanato ainda bebê e fiquei lá até os quatorze anos. Eu lembro de ter sido muito sozinha naquela época — mesmo entre tantas crianças, sempre tinha alguém que me excluía. A irmã Nalva foi a única referência de mãe que tive na vida. Foi ela quem praticamente me criou.
Ela dizia que meus pais tinham morrido… dois infelizes que se perderam nas drogas. Dois seres sem vida, como ela mesma falava, porque se entregar