Cheguei em casa mais cedo naquele hoje.
A dinda já estava lá, sentada na sala, com um livro no colo — como sempre. Ler sempre foi o jeito dela de habitar o mundo. Quando não estava envolvida em algum trabalho manual, que também amava, era assim que eu a encontrava: mergulhada em palavras, com aquele olhar sereno que carrega ternura desde que me entendo por gente.
— Você está bem? — perguntei ao me aproximar.
Eu sabia que, quando ela me chamava para uma conversa daquele tipo, não era algo pequen