Eu fiquei observando a Ana em silêncio naquela noite.
Ela dormia ao meu lado, mas algo nela ainda parecia acordado.
Havia uma mudança sutil.
Não era alegria.
Não era alívio completo.
Era organização.
Como quando a gente arruma uma gaveta antiga: nada desaparece, mas tudo para de cair quando a gente abre.
Ela respirava diferente.
Mais fundo.
Mais inteiro.
O encontro com o pai não a completou.
Mas a alinhou por dentro.
E eu reconheci isso na hora — porque já senti algo parecido na minha própria h