Lucas
Não bati. Apenas parei diante da porta dela e respirei fundo.
Ainda estava com raiva. Dela. De mim. De todo mundo naquela casa. Levantei a mão e bati. Uma vez. Firme.
A porta do quarto de Angel se abriu com um golpe seco antes que eu pudesse bater pela segunda vez. Ela surgiu como uma tempestade recém-contida: cabelo bagunçado, alguns fios soltos colados no rosto, a blusa de botões levemente amassada, como se tivesse estado deitada ou, mais provável, jogada sobre a cama há pouco.
— O que