Angel
Lucas se levantou devagar, deu a volta na mesa, e parou diante de mim, próximo o suficiente para que eu sentisse seu cheiro familiar, sutil, quente, com um toque de madeira e alguma coisa que sempre me fazia querer chegar mais perto.
Mas eu conhecia aquele olhar. Era o mesmo que ele usava quando tentava não demonstrar desconforto. Quando se recusava a perder o controle.
— Você vai mesmo me dizer que aquilo foi normal? — perguntei, soltando o ar devagar.
Ele apoiou os cotovelos na mesa, en