Casamento por Contrato com o Mafioso

Casamento por Contrato com o MafiosoPT

Romance
Última actualización: 2026-04-22
Ella  Recién actualizado
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Resumen
Índice

Yakov casa-se por contrato com a filha do chefe da máfia mexicana sem a conhecer, em um casamento por contrato, visando investigar os negócios ilegais do pai dela. Porém, durante a lua de mel, Audreen desaparece misteriosamente. Anos depois, Yakov a encontra em uma colina, acompanhada de três meninos idênticos, trigêmeos que ele suspeita serem seus filhos. Agora, com o reencontro inesperado, chocado e com um turbilhão de emoções, Yakov exige respostas. História de minha autoria. Plágio é crime. Livro 2, mas pode ser lido de forma independente.

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Capítulo 1

PRÓLOGO

YAKOV MIKHAILOV-BREC

Hoje é o nosso dia. O dia dos trigêmeos, como costumávamos chamar quando éramos crianças — eu, Darya e Vasily, os três nascidos na mesma data, separados por minutos que pareciam horas para a mamãe que gritava de dor e alegria ao mesmo tempo. Hoje completamos 32 anos. Trinta e dois anos de vida compartilhada, de brigas, de risadas, de segredos que só nós três entendemos. E nada melhor do que celebrar de uma maneira nostálgica, retornando àquela floresta onde passávamos nossas férias quando éramos adolescentes e vínhamos acampar.

Eu dirijo o jipe pela estrada de terra que leva ao acampamento antigo, o mesmo lugar que a gente descobriu aos 15 anos — uma clareira escondida entre pinheiros altos, perto de um riacho que corre gelado o ano inteiro. O cheiro de terra úmida e resina entra pela janela aberta, misturado ao perfume de Darya no banco do passageiro e ao som de Vasily no banco de trás cantando desafinado uma música velha que a gente ouvia no carro do pai quando era pequeno.

Darya trouxe seus filhos: Maxime e Mathieu, os gêmeos de 9 anos que não param quietos, e a pequena Margot, de 6, que está grudada no colo da mãe olhando tudo pela janela com olhos grandes. Vasily trouxe Eleonora, sua filha de 8 anos, que herdou o sorriso dele e a teimosia da mãe. As idades são próximas — todos entre 6 e 9 —, uma oportunidade perfeita para nos reconectarmos como irmãos e, ao mesmo tempo, dar às crianças um gosto das nossas aventuras passadas.

Chegamos ao fim da estrada de terra. Desligo o motor, e o silêncio da floresta nos envolve imediatamente — só o som do riacho, dos pássaros e do vento nas árvores. Eu saio primeiro, respirando fundo o ar fresco que cheira a liberdade.

— Vamos montar as barracas antes que escureça — digo, abrindo o porta-malas.

Darya desce com Margot no colo, olhando ao redor com um sorriso nostálgico.

— Parece que foi ontem que a gente fugia pra cá. Mamãe ficava louca quando descobria.

Vasily ri, pegando as estacas.

— E ficava mais louca ainda quando a cabana desabava na nossa cabeça.

As crianças já estão correndo, explorando, gritando de empolgação. Darya chama elas com voz firme mas carinhosa.

— Maxime, Mathieu, Margot, Eleonora! Não se afastem muito, hein? Fiquem por perto, ao alcance dos nossos olhos. Mesmo tendo os soldados a uma distância segura, eu quero vocês onde eu possa ver.

Eles assentem, mas já estão correndo de novo, rindo. Eu sorrio. Eles são como a gente era — livres, curiosos, sem medo do mundo.

Enquanto monto minha barraca, Darya e Vasily ajudam as crianças a montar as delas. Eu olho para eles — meus trigêmeos, meus irmãos de alma. Darya com o cabelo solto, rindo com Margot que tenta ajudar a fincar uma estaca. Vasily com a barba cheia, brincando com Eleonora que sobe nas costas dele. Sinto um calor no peito. Adoro o que faço como Don da Máfia — o poder, o controle, a família que protejo —, mas é nesses momentos com os meus trigêmeos, um terço de mim, e com meus sobrinhos que me sinto completo. Como se o peso do mundo caísse por algumas horas.

— Lembram daquela vez que tentamos construir uma cabana na árvore e tudo desabou? — pergunta Darya, gargalhando enquanto finca uma estaca.

— Como esquecer? — respondo, rindo. — Mamãe ficou furiosa quando viu a bagunça que fizemos. Ela passou uma semana nos fazendo limpar o quintal inteiro.

— Ainda tenho a cicatriz no joelho — diz Vasily, mostrando a marca fina na perna. — Mas valeu a pena. Foi o melhor verão da vida.

Rimos. O som ecoa pela clareira, leve, livre.

— E aquele verão em que decidimos acampar no quintal? — indaga Vas, com um sorriso nostálgico. — Papai Luther nos trouxe marshmallows e ficamos contando histórias de terror até tarde da noite.

— Sim, e acabou que fomos todos dormir em casa porque alguém — olho para Darya com um ar de brincadeira — ficou com medo dos barulhos da noite.

Darya revira os olhos, mas não consegue esconder o sorriso.

— Eu era pequena! E aqueles barulhos eram realmente assustadores.

— Esses momentos são os que mais valem a pena — digo, piscando para ela. — Não importa o que o futuro traga, sempre teremos nossas lembranças e nossa família. Sempre seremos nós.

Vasily acena com a cabeça, olhos brilhando.

— E vamos criar muitas mais, tenho certeza.

A conversa continua, cheia de risadas e lembranças. Eu monto as barracas com Vasily, enquanto Darya tenta acender o fogo. Quando ela consegue, grita feliz, se levanta dando pulinhos, e eu sinto um calor no coração que não sentia há muito tempo — desde que perdi minha esposa. Ver Darya assim, tão leve, tão feliz, me faz lembrar como a vida pode ser boa quando a gente se permite.

Quando terminamos de montar as barracas e arrumar as cadeiras e a mesa entre elas, Maxime, Mathieu, Margot e Eleonora voltam correndo, acompanhados por três garotos idênticos, da mesma idade das meninas. Eles têm cabelos castanhos claros e olhos azuis, e imediatamente me fazem lembrar de mim mesmo quando era criança. Darya, sempre com seu humor característico, brinca:

— Yakov, esses meninos parecem miniaturas suas!

Eu sorrio, mas algo nos garotos me intriga. Fico olhando para os três e pensando que, se ela ainda estivesse aqui comigo, se teríamos três crianças assim como eles, atualmente. Nossos filhos, brincando com os meus sobrinhos, sendo uma parte minha e dela. Me inclino para frente na cadeira, cotovelos apoiados nos joelhos, olhando para eles com uma mistura de saudade e curiosidade. Eles eram tão semelhantes a mim que parecia impossível ser coincidência — totalmente surreal ou apenas o destino querendo brincar comigo sobre a possibilidade que perdi e que nunca mais teria.

Mas deixo esses pensamentos de lado e volto a me concentrar na nossa tarde.

Vasily dirige-se à churrasqueira enquanto Darya pega biscoitos e marshmallows, solicitando a ajuda das crianças para colocá-los nos espetos e assá-los na fogueira a uma distância segura.

— Qual é o nome dos seus novos amigos? — ela pergunta à filha. Margot sorri e dá de ombros, e quem responde é Eleonora.

— São Rhavi, Gael e Arturo — ela diz, apontando para cada um deles, que concordam com um aceno de cabeça, com a boca toda suja de marshmallows e biscoitos.

— De onde será que vieram esses meninos? — Vas nos pergunta. — Será que estão perdidos?

Darya chama por eles e pergunta se estão perdidos, e eles negam dizendo que moram aqui perto e que a mãe deles sabe que eles estão brincando.

— Vocês têm certeza que ela sabe onde vocês estão? — ela pergunta a eles que assentem mais uma vez, lambendo os lábios, em um gesto simultâneo tão igual que acabamos rindo. — Então está bem, mas não se afastem muito, está bem? — avisa Darya, com um sorriso carinhoso.

Os meninos voltam a brincar alegremente, correndo pelo gramado enquanto o sol começa a se pôr, tingindo o céu com tons de laranja e rosa. As risadas infantis ecoam pelo ar, criando uma atmosfera de pura felicidade e inocência.

Margot observa os novos amigos com curiosidade e, finalmente, se junta a eles, deixando-se levar pela energia contagiante.

Eu me aproximo de uma das caixas térmicas, pego as carnes e também os pães, colocando tudo na mesa perto de onde Vas está preparando a churrasqueira.

O tempo passa rápido, e o crepúsculo começa a tingir o céu de laranja e roxo. As crianças brincam, mas já começam a mostrar sinais de cansaço.

A noite se aproxima lentamente, e as crianças se reúnem em volta de uma pequena fogueira que Vas acendeu. As chamas dançam ao vento enquanto todos se sentam em círculo, compartilhando histórias e rindo das aventuras do dia.

— Vamos contar histórias de fantasmas! — sugere Gael, com os olhos brilhando de excitação.

— Só se forem histórias engraçadas, nada de assustar ninguém — adverte Darya, piscando para Margot, que se entusiasma e se senta no colo da mãe.

— Eu não tenho medo! — a pequena diz, se aninhando ainda mais no colo de Darya. — Padrinho sempre me conta histórias de terror quando durmo na casa dele.

O rosto de Darya fica vermelho.

— Ah! É? Acho que terei que ter uma conversinha com o seu padrinho sobre isso — ela diz, deixando um beijo nos cabelos da filha.

— Não conta nada, mamãe, eu prometi a ele que não te diria nada — ela faz um biquinho e Darya assente, mas eu e Vas sabemos que ela terá sim uma conversa com Antoine.

Começamos a contar as histórias, vendo os olhos dos pequenos se arregalarem, assustados, os trigêmeos se abraçando e as meninas rindo, enquanto os olhos da pequena Margot, sempre tão curiosos, esperam por mais do desenrolar da história. Provavelmente essa aí puxou a avó, o que dará uma bela dor de cabeça para a minha irmã e seu marido.

— Não é estranho que eles tenham ficado a tarde inteira aqui conosco e ninguém ter vindo procurar por eles, até o momento? — Darya nos pergunta, a mesma dúvida que roda a minha mente depois de algumas horas que eles já estavam conosco. Anoiteceu e ninguém ainda veio à procura deles.

Chamo-os para virem até mim e pergunto-lhes onde residem. No início, eles parecem relutar em responder, mas, ao insistir, respondem-me que residem no alto da montanha, em uma cabana escondida, cercada pela mata e pela floresta do outro lado da colina. E fico me perguntando o mesmo que os meus irmãos: como foi que eles vieram parar aqui sozinhos?

Vas pergunta, mas eles apenas devolvem o silêncio para nós.

— Vamos, meninos. Vou levar vocês até lá — digo, enquanto pego uma lanterna ao me levantar e estendo a minha mão para eles. — Seus pais devem estar preocupados com vocês três, estão bem longe de casa. Como vieram parar aqui?

Faço a pergunta novamente, assim que começamos a caminhar para mais adentro da floresta onde estamos. Dois dos meus soldados que estavam apostos mais à frente nos seguem discretamente.

Eles, como fizeram com meu irmão, não me respondem, apenas olham um para o outro e arqueiam os ombros. Ou eles não gostam de falar muito, ou seus pais os ensinaram a não falar com estranhos, embora eles tenham permanecido em nosso acampamento e brincando com nossas crianças.

À medida que nos aproximávamos da cabana, começo a ouvir gritos desesperados. Uma mulher chamando pelos filhos, gritando o nome das três crianças que se encontram comigo. A cada passo, meu coração b**e mais forte. Espero que ela não entenda mal eu estar com os filhos dela. Quando finalmente chego, vejo uma mulher do lado de fora, claramente angustiada, passando as mãos na cabeça em um ato de desespero. As crianças correm para os braços dela, e ela começa a dar-lhes uma bronca por se afastarem tanto de casa, ao mesmo tempo que começa a chorar, verificando cada um deles em busca de algum ferimento.

É nesse momento que a mulher se vira, e eu fico paralisado. É Audreen. Minha esposa. Que havia sido dada como desaparecida há seis anos, e depois de dois anos de buscas incansáveis por mim e seu pai, acreditamos que ela estava morta. O choque é tão grande que mal consigo respirar. Ela também me vê, e seu rosto expressa surpresa absoluta, olhos se arregalando, pele ficando pálida. Ela engole em seco ao se levantar, enquanto eu me aproximo cada vez mais dela.

— Audreen? — consigo dizer, minha voz tremendo. — Como… Como você está aqui?

Ela me olha, lágrimas escorrendo, mão na boca.

— Yakov…

Eu dou um passo à frente, depois outro. O mundo some ao meu redor. Só existe ela. Minha Audreen. Viva. Aqui. Depois de seis anos.

Eu caio de joelhos na frente dela, abraçando suas pernas, chorando como criança.

— Você tá viva… você tá viva…

Ela se ajoelha também, abraçando-me forte, chorando no meu cabelo.

— Eu nunca morri, amor. Eu fui levada. Me esconderam. Eu tentei voltar… tentei tanto… mas não consegui. Até hoje.

Eu levanto o rosto, olhando para ela, tocando o rosto dela como se fosse sonho.

— Os meninos… Rhavi, Gael e Arturo… são nossos?

Ela assente, chorando.

— São nossos. Nossos trigêmeos. Eu os criei sozinha. Mas eu nunca deixei de amar você. Nunca.

Eu a beijo. Beijo com desespero, com saudade, com amor que nunca morreu. Ela corresponde, mãos no meu rosto, lágrimas misturadas.

Os meninos nos olham, confusos, mas felizes.

— Papai? — pergunta Rhavi, voz pequena.

Eu os puxo para o abraço. Nós seis — eu, Audreen, nossos trigêmeos — juntos pela primeira vez.

A floresta nos devolveu o que a vida tirou.

E eu nunca mais vou deixar ela escapar.

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Maria De Fátima Le
Maravilhoso!!!
2024-09-20 20:13:19
1
57 chapters
PRÓLOGO
CAPÍTULO 1 — AUDREEN GONÇÁLEZ — A DESPEDIDA DE SOLTEIRA.
CAPÍTULO 2 — O CASAMENTO.
CAPÍTULO 3 — AUDREEN GONÇÁLEZ — A FESTA DE CASAMENTO.
CAPÍTULO 4 — APRESENTANDO ELA A MINHA FAMÍLIA
CAPÍTULO 5 – AUDREEN MIKHAILOV – APÓS CONHECER SUA FAMÍLIA.
CAPÍTULO 6 — NOITE DE PAIXÃO
CAPÍTULO 7 – AUDREEN MIKHAILOV – O ACIDENTE
CAPÍTULO 8 — A NOTÍCIA
CAPÍTULO 9 – AUDREEN MIKHAILOV – APRENDENDO A ME VIRAR SOZINHA
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