Dante chegou ao chalé às 23h47, quatro dias depois de ter saído. O corpo ainda carregava o cheiro de estrada, pólvora e sangue seco de uma missão que já não importava. Abriu a porta com a digital, esperou o clique do sistema de segurança e entrou.
Silêncio.
Não era o silêncio normal. Era vazio absoluto.
— Cally?
A voz dele ecoou pelo corredor. Nenhuma resposta. Nenhum barulho de passos na cozinha. Nenhum cheiro de chá ou de comida que ela sempre deixava pronta.
Ele largou a jaqueta no chão e su