Algum tempo depois...
Três meses.
Noventa e um dias.
Dante contava cada um deles como se fossem facadas que não sangravam.
O chalé continuava exatamente igual — lençóis ainda embolados da última noite que ela dormiu ali, o abajur baixo ainda ligado porque ninguém teve coragem de desligar. Ele não mudou nada. Não deixou ninguém entrar. O sistema de segurança registrava apenas ele entrando e saindo, como um fantasma que não conseguia parar de voltar ao lugar onde tudo acabou.
A investigação tinha sido rápida e brutal.