Cally estava na cozinha do chalé, louça na mão, quando Dante pegou a jaqueta. Ele não disse nada além do que já tinha dito: “Eu tenho que sair. Alguns dias. Missão grande.” Palavras secas, sem detalhes, sem promessa de retorno rápido. Ele parou na porta por um segundo, olhou pra ela — um olhar longo, quase pesado —, e saiu.
A porta fechou com clique suave.
Ela ficou parada, esponja pingando na pia, água correndo. O silêncio do chalé caiu como uma pedra. Nenhum “te amo”. Nenhum “liga se precisar