09h23 – REFÚGIO NAS MONTANHAS – QUARTO PRINCIPAL
Aurora encarava o teto de madeira como quem lutava contra um mundo invisível. O rosto suado, a pele fria. As palavras de Zakarov ecoavam em sua mente como um eco sujo.
“Você e eu temos mais em comum do que imagina.”
Ela se levantou, cambaleando, atravessou o quarto escuro até o espelho e arrancou o robe de cetim. Ficou de frente para seu reflexo, nua, exposta. Mas não era o corpo que ela via — era o passado. O porão, o chá envenenado, os olhos