FRONTEIRA DE SHIKOKU – JAPÃO – 05h19
A névoa da manhã era densa, quase sólida. A floresta de cedros ancestrais murmurava palavras esquecidas, e entre elas, uma nova presença se arrastava. Era humano — mas apenas por fora. Suas mãos estavam enfaixadas até os cotovelos, e seus olhos… completamente vazios.
Ele andava descalço. O solo queimava sob seus pés, mas ele não sentia dor. Porque não havia mais nada ali.
A voz dentro dele sussurrou:
— Você não precisa nome. Você é a boca da ruína. Você é o