LISBOA – PORTUGAL – 06h03 – MONASTÉRIO DESATIVADO
O convento abandonado há mais de vinte anos cheirava a velas queimadas e terra úmida. O eco dos passos invadia as paredes altas como uma oração distorcida. Mas Elena Callahan não rezava. Nunca mais.
Ela caminhava de vestido preto e luvas de couro, o rosto coberto por véu rendado. Seus olhos — verdes, idênticos aos de Aurora — refletiam dor, poder e algo mais sombrio: ressentimento antigo.
— Ela chamou por mim em público — disse Elena ao homem