A ironia na voz dele é palpável, um chicote que me atinge em cheio.
A mão dele permanece firme na minha cintura enquanto atravessamos o salão em direção ao buffet. O toque é seguro, quase possessivo, e cada passo que ele dá abre caminho naturalmente entre as pessoas, como se aquele espaço inteiro se reorganizasse ao redor da presença dele. E, por um instante — um instante perigosamente confortável — eu me sinto ao lado de alguém que não pede espaço… ele simplesmente o ocupa, com uma autoridade inquestionável.
— Você foi muito bem — murmuro, olhando de relance p