Isadora
Não sei exatamente em que momento paramos de caminhar. Só sei que, quando percebo, já estamos no jardim lateral do hotel.
O som da festa fica distante atrás das paredes de vidro. Aqui fora há apenas o murmúrio suave da água da fonte, o perfume doce das flores noturnas e o vento leve brincando com a barra do meu vestido.
Daniel ainda segura minha mão.
Os dedos dele entrelaçados nos meus com uma naturalidade que faz meu coração bater mais rápido.
Ele para.
Vira-se para mim.
Por um segundo