Não me despedi.
Não pensei.
Apenas saí.
Minha mãe ria alto na despedida de solteira, cercada de amigas, copo na mão. Eu me escorrei pela porta, a bolsa apertada contra o peito, como se o mundo pudesse me alcançar se eu fosse lenta demais.
O ar da noite me atingiu como um soco.
Ou talvez fosse eu — leve demais.
Leve e cambaleante.
Sentei no carro.
Fiquei.
Uns segundos? Uns minutos?
Não sei.
— Dá… — murmurei, rindo sozinha. — Dá pra voltar inteira.
O volante estava frio demais. As mãos demoraram