A chave girou na porta perto das três da manhã.
O barulho metálico pareceu alto demais para o horário.
— Shhh… a gente foi quase ninja — Clara sussurrou, rindo baixo enquanto tentava fechar a porta com cuidado exagerado.
— Não foi — Estela respondeu, acendendo o abajur ao lado da cama.
A luz amarela iluminou o quarto organizado demais para aquele horário. O caderno aberto sobre a escrivaninha. A caneta alinhada paralela à borda da mesa. O silêncio que tinha se instalado ali horas antes.
Clara l