A escuridão do quarto era quase um abraço, mas eu mal conseguia respirar direito. A cabeça girava, o corpo pesado demais para pensar, para argumentar. Pedro me segurava firme, me guiando até a cama, até sentar-me na beirada.
— Fica aqui — murmurou, baixo, quase uma ordem que não admitia questionamento. — Eu não vou te deixar sozinha agora.
Tentei protestar, mas a garganta seca, a tontura e o calor da presença dele me calaram. O mundo girava, e eu não tinha forças para lutar. Apenas me recoste