Estela saiu da boate porque precisava parar de ouvir.
Não a música.
As pessoas.
Cada palavra dita lá dentro parecia querer rotular algo que nunca teve nome. Cada riso vinha com um significado embutido. Cada silêncio cobrava uma reação que ela ainda não sabia dar.
Parou do lado de fora, encostando na parede fria. O peito subia e descia rápido demais. Não era choro. Era contenção atrasada.
Demorou poucos segundos para sentir a presença dele.
Pedro não disse nada ao chegar. Não tentou explicar. Nã