Ponto de vista de Máximo Bianchi.
A manhã estava começando, e o cheiro forte de café recém-passado tomava conta do escritório. A luz atravessava as janelas, iluminando aquele espaço onde decisões eram tomadas, acordos selados e, às vezes, desabafos que não cabiam mais no peito eram colocados pra fora.
Enrico estava sentado na poltrona, inquieto. Batia os pés no chão, cruzava os braços, descruzava, passava a mão no queixo, na nuca, e bufava. De vez em quando levantava, caminhava até a janela, o