Ponto de vista: Máximo Bianchi
Minha mulher estava me deixando maluco com aquele vestido azul. Colado no corpo, cravejado nas curvas certas, com aquele decote que pedia para ser arrancado com os dentes. E porra, ela sabia disso. Serena tinha essa mania de se fazer de santa, mas conhecia cada um dos meus gatilhos — e os puxava como quem acende pavios.
A festa estava chata pra caralho. Discurso aqui, cumprimento ali, risos forçados, e a porra toda da politicagem mafiosa que me dava nos nervos.