Ponto de vista de Serena Petrovic
O silêncio do carro parecia me esmagar enquanto eu olhava pela janela, os olhos fixos na estrada que me levava de volta pra Sérvia. De volta pra casa. De volta pra Aurora Petrovic, minha mãe. A mulher que conhecia cada rachadura da minha alma, cada cicatriz que eu escondia sob a pele impecável e os saltos altos.
Maldito seja, Máximo Bianchi.
Meu peito ardia, latejava. Ódio, dor, decepção… e vergonha. Sim, vergonha, porque até agora, meu corpo traía minha mente