30. DOR SILENCIOSA DE ISABELA
da verdade: aquele bebê não se perdera por acaso. A lembrança do jantar com Leonardo, o sabor estranho na comida, a água que lhe oferecera... tudo ecoava como uma sentença.
"Ele matou o meu filho." — repetia em seus pensamentos, com a mesma certeza de quem reconhece o próprio reflexo no espelho.
O medo de continuar naquela casa a consumia, mas havia algo novo crescendo dentro dela, algo mais forte que o pavor: a sede de revidar. Nem que custasse a própria vida.
Era uma sexta-feira à noite quand