31. SUSSURROS DE ESPERANÇA
O sol mal havia despontado pelas cortinas pesadas do quarto quando Leonardo se levantou. O silêncio era denso, quase sufocante. Ele caminhou sem pressa até o banheiro, abriu o chuveiro e deixou que a água fria caísse sobre seu corpo como se lavasse apenas o suor da noite anterior, sem carregar culpa alguma. Seu rosto refletia indiferença, e quando saiu, vestiu-se rapidamente e deixou o quarto sem sequer lançar um último olhar para Isabela.
Ela permaneceu imóvel, deitada de costas para o espaço