A madrugada ainda nem terminou quando o choro do bebê muda de tom. Não é resmungo de fome, nem reclamação de fralda; é um som agudo, apertado, que arranha o peito de Camila antes mesmo de ela acordar direito. Ela desperta sobressaltada, senta na cama com o coração disparado e precisa de dois segundos para entender de onde vem aquele desespero pequeno.
Levanta rápido, tropeça no tapete e alcança o berço. À luz fraca do abajur, o rostinho do filho está vermelho, o corpo se contorcendo, as mãozinh