Camila ainda sentia o coração disparado. A varanda, a confissão dele, o pedido para ficar perto; tudo vibrava dentro dela como se tivesse acontecido há poucos segundos. Estavam ali, um diante do outro, tão próximos que qualquer movimento resolveria metade da dor e, ao mesmo tempo, poderia destruir a frágil estrutura que vinham mantendo entre proteção, culpa e desejo.
Rafael tinha a mão suspensa, quase tocando o rosto dela, e o corpo inclinado na direção do dela. Respirava fundo, como se medisse