O escritório de Augusto Farias permanecia mergulhado na luz da manhã que entrava pelas janelas altas. A claridade atravessava o vidro antigo e espalhava reflexos suaves sobre a mesa de madeira maciça, iluminando as pilhas de documentos organizados com cuidado sobre a superfície. Livros jurídicos ocupavam as estantes até o teto, volumes grossos que guardavam décadas de disputas patrimoniais e histórias familiares resolvidas em silêncio ou em tribunais.
Sofia permanecia sentada diante da mesa, a