CAPÍTULO 200

A febre não cedeu na primeira meia hora, e o quarto parecia encolher a cada nova medição. Ingrid anotava temperatura e horário, o bebê chorava rouco no colo de Camila, e Rafael andava de um lado para o outro.

— Trinta e oito vírgula nove — Ingrid avisou. — Caiu um pouco, mas ainda está alta.

Camila passou a mão pela cabecinha quente.

— Ele está mais molinho.

— O corpo cansa lutando contra a febre — a médica explicou. — Oxigenação boa, coração forte, respiração limpa. Se tivesse qualquer sinal ruim, eu já tinha colocado vocês no carro.

Rafael cortou, seco:

— Hospital não. Hospital vira vitrine para maluco, jornalista e bilheteiro.

— Por isso chamei o pediatra aqui — Ingrid retrucou. — Mas enquanto ele não chega, você respira. Sua paranoia cai em cima dela e do menino.

— Quanto tempo faz que ligamos? — Rafael insistiu.

— Quarenta minutos. Ele vem do outro lado da cidade, com escolta.

Passos soaram no corredor. Rafael saiu e encontrou o doutor Molina tirando o casaco no hall.

— Quase uma
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